.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2006

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Fílis

. A donzela no rochedo dos ...

. Lendas do Reno

. Lendas do Reno

. O rapto de Perséfone

. Piramo e Tisbe

. A lenda de Isis e Osíris

. ...

. Aracne

. O Anjo

.arquivos

. Outubro 2006

. Setembro 2006

.favorito

. Sou tua

. ...

. Dias tristes...

. Meu anjo

. Falta-me...

. Meu amigo...

. Um dia...

. ...

. ...

. ...

.participar

. participe neste blog

blogs SAPO

.subscrever feeds

Segunda-feira, 2 de Outubro de 2006

A donzela no rochedo dos dragões

Sob as montanhas das Sete Serras ergue-se o rochedo dos dragões, com suas arrojadas ruínas, beirando o Reno.

Nos tempos remotos, assim diz a saga, aqui existia uma caverna que abrigava um dragão, a quem os habitantes

da região prestavam culto, inclusive, oferecendo-lhe em sacrifícios vítimas humanas. Habitualmente, eram

escolhidas para isso pessoas que haviam sido aprisionadas nas guerras. Entre estes, certa vez, havia uma

donzela que já havia se convertido ao cristianismo. Ela tinha uma rara beleza e dois chefes disputavam a sua

posse. Então, os mais velhos decidiram que ela seria oferecida ao dragão, a fim de que nenhuma discórdia

pairasse entre os maiorais do povo.

Vestida de branco e com uma coroa de flores na cabeça, a donzela foi conduzida pela montanha e amarrada a uma

árvore perto da caverna do rochedo, onde ficava o dragão. Muitas pessoas se aglomeraram e ficaram distantes

para observarem o espectáculo, mas foram poucos os que não lamentaram, de coração, a perda daquela pobre. A

donzela permanecia calma ali e levantava seus olhos para o céu, piedosa e resignadamente.

Ali mesmo, o Sol iluminou a montanha e lançou seus primeiros raios sobre a entrada da caverna. Logo, logo, o

monstro alado rastejou para fora e, apressado, dirigiu-se para o local onde era de costume achar sua vítima

imolada. A donzela não se apavorou. Ela conseguiu puxar uma cruz do Redentor que sempre trazia sob a roupa e

exibiu-a contra o dragão. Ele estremeceu-se todo, recuou e precipitou-se, silvando de medo, no abismo mais

próximo, de onde veio um enorme estrondo. E ninguém mais o viu.

Então, os espectadores apressaram-se, profundamente emocionados pelo milagre, em desamarrar a donzela e viram

com espanto e admiração a pequena cruz. A donzela, então, explicou-lhes o significado daquela sagrado símbolo,

e todos prostraram-se ao chão e imploraram que o Salvador voltasse e lhes enviasse um sacerdote que lhes

instruísse e pudesse baptizá-los.

Assim chegou o Cristianismo à região das Sete Serras e no lugar da caverna do dragão foi construída uma capela.

publicado por melinha às 11:31
link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito

Lendas do Reno

O arcebispo cruel

Outra lenda muito conhecida é a que envolve a Mäuseturm ("torre dos camundongos"), uma pequena fortaleza construída dentro do rio, em frente à cidade de Bingen, pelo arcebispo Hatto, de Mainz. Ela servia como posto de recolhimento de pedágio dos navios que viajavam pelo Reno.

Hatto era conhecido por sua crueldade e por sua avareza, recolhendo impostos altíssimos dos seus súditos. Quando, certa vez, uma catástrofe natural destruiu grande parte da colheita da região, o arcebispo mandou recolher o que sobrara da produção agrícola, trancando tudo em seus silos e deixando a população à míngua.

Uma multidão de famintos dirigiu-se então ao seu palácio para implorar por um pouco de comida. O arcebispo mandou que fossem a um celeiro, onde encontrariam toda a comida que desejassem. Quando todos se entraram no celeiro, Hatto mandou que se trancasse as portas e ateasse fogo ao celeiro.

Das cinzas surgiram, porém, multidões de camundongos que perseguiram o arcebispo, invadindo seu palácio, comendo tudo o que encontravam e atacando as pessoas. Em pânico, Hatto fugiu para a Mäuseturm, onde acreditava estar a salvo, pois a fortaleza encontra-se no meio do rio. Enganou-se, porém: os camundongos o seguiram até lá e o devoraram.

publicado por melinha às 11:29
link do post | comentar | favorito

Lendas do Reno

O penhasco da Loreley, à esquerda em segundo planoCada ruína, cada castelo e até mesmo alguns acidentes geográficos em torno do Reno são motivo de lendas, que inspiraram os poetas alemães desde tempos remotos. A mais conhecida de todas as lendas do Reno é a da Loreley.

Num penhasco à margem direita do rio, situado entre as cidades de Sankt Goarshausen e Kaub, morava Loreley, uma sereia de beleza incomparável e longos cabelos dourados. Nas noites de lua cheia, a Loreley entoava um irresistível canto que fazia os navegantes esquecerem o leme, num enlevo fatal, que conduzia seus barcos invariavelmente contra as rochas existentes naquele perigoso trecho do rio.

Assim sucedeu também com o filho do conde do Palatinado, Ronald, que apaixonado pelo canto da sereia teve o mesmo fim de outros navegantes. Irado pela morte do filho, o conde enviou tropas ao penhasco, com ordens de aprisionar a sereia e lançá-la do alto do rochedo ao rio, uma queda à qual seria impossível sobreviver.

Com grande esforço, os soldados do conde escalaram o penhasco, encontrando a sereia calmamente sentada, penteando os cabelos com um pente dourado. Ao saber das intenções dos soldados, a Loreley tomou seu colar de pérolas, lançando-o ao rio. Imediatamente levantou-se de lá uma enorme onda, sobre a qual a sereia baixou lentamente ao leito do Reno. Loreley nunca mais foi vista, mas seu canto continuou a ser ouvido durante muito tempo, nas noites claras de lua cheia.

publicado por melinha às 11:17
link do post | comentar | favorito

O rapto de Perséfone

Perséfone é filha de Zeus e Deméter. Crescia feliz entre as ninfas e pouco se preocupava com o casamento quando o seu tio Hades se apaixonou por ela e, com a ajuda de Zeus, a raptou. Perséfone colhia flores, em companhia das suas ninfas quando a terra se abriu, Hades apareceu e levou a noiva para o mundo dos infernos.

Para Deméter começou de imediato a busca da sua filha, que a fez percorrer todo o mundo conhecido. No momento de desaparecer no abismo Perséfone soltou um grito. Deméter ouviu-a e a angústia apertou-lhe o coração. A deusa acorreu, mas não conseguiu encontrar a filha. Durante nove dias e nove noites, sem comer nem beber, a deusa vagueou pelo mundo com um archote aceso em cada mão. No primeiro dia encontrou Hécate, que também ouvira o grito mas não reconhecera o raptor, cuja cabeça estava envolta pelas sombras da Noite. Apenas o sol, que tudo vê, lhe pôde dizer o que se passara.

Enfurecida, a deusa decidiu não mais voltar ao Céu e ficar na terra, abdicando da sua função divina até que lhe devolvessem a filha. O exílio voluntário da deusa tornava a terra estéril e a ordem do mundo encontrava-se perturbada. Assim, Zeus ordenou a Hades que devolvesse Perséfone, mas tal já não era possível, em virtude de a jovem ter quebrado o jejum enquanto se encontrava nos Infernos. Por inadvertência (ou tentada por Hades) ela tinha ingerido uma baga de romã, o suficiente para ficar indissociavelmente ligada aos infernos para sempre. Para amenizar o seu sofrimento Zeus decidiu que Perséfone repartiria o seu tempo entre o mundo subterrâneo e o mundo dos vivos.

 

sinto-me:
livro: Dicionário da mitologia grega e romana - Pierre Grimal
publicado por melinha às 10:06
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito