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Quarta-feira, 4 de Outubro de 2006

Fílis

Ao regressar de Troia, Acamante foi surpreendido por uma tempestade que o arrastou com algumas naus para a costa da Trácia, para a embocadura do Estrímon, onde foi acolhido pelo rei Fileu. Este monarca tinha uma filha chamada Fílis, que se apaixonou pelo príncipe. O rei prometeu-lhe casamento, mas prevenira-a de que antes teria de regressar a Atenas, a fim de resolver uns assuntos urgentes, após o que voltaria para nunca mais a deixar. Fílis consentiu em tal separação mas entregou ao noivo uma caixinha, dizendo-lhe que a deveria conservar fechada e que continha os objectos sagrados do culto de Reia. Só deveria abri-la no dia em que tivesse perdido toda a esperança de a voltar a ver ou não voltar para ela. 

Chegou o dia aprazido e ele não apareceu. Nove vezes Fílis desceu da cidade até ao porto para ver se chegava o barco do seu amado, mas em vão. Em memória dos nove percursos efectuados pela jovem o local onde esperara ficou conhecido como "o sítio das nove estradas".

Quando perdeu a esperança de voltar a ver o seu amor, Fílis enforcou-se. No mesmo dia, em Creta, onde entretanto Acamante se tinha fixado, desposando outra mulher, algo de curioso aconteceu. O amante traidor abriu a caixa que a noiva lhe dera e dela saiu um espectro que assustou o seu cavalo. O animal empinou-se e o jovem caiu sobre a sua espada, morrendo instantaneamente.

Contava-se ainda que Fílis tinha sido convertida em árvore - numa amendoeira sem folhas.

O noivo voltou à Trácia, após a morte da jovem e soube da sua metamorfose. Acercou-se da amendoeira estéril e beijou-a. Logo brotaram folhas e a árvore reverdesceu. Daí advinha, segundo se dizia, o nome dado em grego às folhas, chamadas inicialmente petala e mais tarde phylla.

Segundo outra versão, teriam sido plantadas sobre o túmulo de Fílis algumas árvores que perderiam as folhas na estação em que a jovem morrera.

publicado por melinha às 16:33
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